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Uma consultoria de gestão remota

por Patrizia Bittencourt

Durante o ano de 2020, muitas organizações já perceberam que as transformações trazidas pela pandemia viriam para ficar. Uma dessas transformações foi a consolidação do trabalho remoto.

Na cuidadoria, fomos chamados por um grupo nacional de serviços de medicina e saúde, de 10 mil funcionários e 2,4 mil médicos, para auxiliar na transição para o trabalho remoto. A ideia era criar um processo de aprendizagem junto aos 30 líderes encarregados de conduzir os times ao novo formato. Empresa no ramo há mais de 90 anos, mas atenta ao seu momento, logo percebeu que no contexto do Grupo orbitava uma decisão de orientar, ao mesmo tempo, 500 pessoas ao trabalho à distância. E que estas pessoas não voltariam mais aos escritórios físicos, seguindo definitivamente em home-office.

Em um primeiro momento nosso papel foi de estimulá-los a identificar as próprias
perguntas. Dentre elas, se destacaram:

  • Quais as mudanças de mentalidade e de comportamentos necessárias para essa transição?
  • Como criar ambientes de confiança e bem estar? Como criar e manter a comunicação próxima e eficaz entre os gestores e seus times?
  • Como ampliar as possibilidades de ajustes na rotina e nos processos? Como fazer isso de forma colaborativa com os funcionários?
  • Como incluir funcionários de todas as regiões de abrangência do Grupo?
  • Como ter clareza sobre o seu papel e o que empresa espera de um líder que conduz equipes que trabalham à distância?

Propusemos sessões temáticas com os líderes para ampliar a discussão e auxiliar eles a construir uma liderança colaborativa, com uma gestão mais voltada às entregas do que a metas tradicionais, cuidando da comunicação e do ambiente de confiança. Os temas das sessões foram os seguintes:

  • Gestão à distância e liderança facilitadora: Que líderes queremos ser nesse novo contexto da gestão remota? No sentido de levantar fatores para a criação e manutenção de times autônomos e engajados.
  • Comunicação e confiança: Como desenvolver a confiança como base para o engajamento; e rituais de comunicação para a liderança de times remotos.
  • Tecnologia da colaboração: Colaboração versus trabalho em equipe, diferenças e implicações; gestão do tempo no ambiente digital e ferramentas para colaboração online e suas finalidades.
  • Mentalidade ágil e autogestão: A mentalidade ágil e a gestão de times e projetos online.

Nos encontros, os líderes trouxeram situações reais, discutiram entre eles sobre problemas e desafios comuns, levantaram possibilidades, novas ideias, e, sobretudo, ampliaram a percepção sobre o seu papel como líder, sobre o contexto da organização e sobre o bem estar dos funcionários em um novo formato de trabalho.

Eles puderam discutir e dar novos significados às suas estruturas e espaços à luz do
novo contexto da organização. Abriram novos espaços de discussão e de co-criação internos voltados às melhorias da gestão remota, como um novo formato de gestão a que eles estariam
dispostos a desenvolver cuidando das pessoas e favorecendo a autonomia e a
colaboração.

Hoje o Grupo já colhe os aprendizados dessa experiência de gestão e inicia seu novo
tempo.

Patrizia Bittencourt

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