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Reinventando a Gestão de Projetos - Uma Abordagem Colaborativa

Por Henrique Katahira

Por muito tempo, o PMBOK (Project Management Body of Knowledge) tem sido corpo de conhecimento mais reconhecido na área de gestão de projetos. Fiz cursos de gerenciamento de projetos com base no PMBOK reconheço que foram muito úteis quando trabalhava no mundo corporativo e continua sendo até hoje.

O gerenciamento de projetos tradicional trabalha com sistemas cujo número de conexões é pequeno e operam no paradigma da previsibilidade, minimização de riscos, hierarquia e comando e controle — o que funciona muito bem no contexto em que foi criado.

Porém, o mundo está ficando cada vez mais complexo. No mundo interconectado em rede, as possibilidades aumentam exponencialmente, tornando o modelo baseado em previsibilidade, comando-e-controle obsoleto. Com a rede, as hierarquias deixam de fazer sentido pois a informação flui de forma distribuída. A velocidade das transformações aumentam exponencialmente tornando impossível fazer qualquer tipo de previsão de longo prazo.

Segundo o físico americano Bar-Yam, complexidade tem a ver com o número de coisas conectadas umas às outras. Quanto maior o número de conexões, mais complexo ele é. Nunca houve tantos dispositivos conectados na internet. E isso só tende a aumentar exponencialmente devido à popularização do IoT (internet of things). Por outro lado, toda vez que há um salto de complexidade, novos modelos de organização são necessários para atender a demanda como descreve Frederic Laloux, no livro “Reinventando as Organizações”.

No ano passado, tive a oportunidade de coordenar com um grupo de empreendedores, o projeto de tradução e produção colaborativa e financiamento coletivo do livro “Reinventando as Organizações”. Cocriamos uma organização temporária com o objetivo específico de trazer o livro para o mundo português, usando os princípios de uma organização evolutiva descritos próprio no livro. O resultado é um case de sucesso de gestão colaborativa de projetos (veja como trouxemos o livro aqui).

Neste projeto em especial, aplicamos com sucesso, ferramentas de gestão colaborativa como Dragon Dreaming, Sociocracia 3.0 e Fluxonomia 4D sob os princípios de uma organização evolutiva: propósito evolutivo, autogestão e integralidade.

Os fatores críticos de sucesso para deste empreendimento foram:

1. Fazer chamados abertos e inclusivos

Começamos o projeto fazendo um chamado aberto