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QUEM TEM MEDO DA ROBOTIZAÇÃO?

Por Henrique Katahira

Uma das maiores inquietações que pairam na cabeça de qualquer profissional com visão de futuro é a substituição de tarefas por robôs ou ferramentas de inteligência artificial. Apesar disso parecer distante, algumas empresas já aplicam isso na prática. Quem nunca recebeu a ligação de um robô oferecendo um plano de internet para celular ou solicitou ajuda para um chatbot no site de banco?

Num futuro próximo, todas as tarefas repetitivas serão realizadas por robôs, inclusive aquelas que requerem inteligência cognitiva e habilidades lógico-analíticas. A Google lançou recentemente um assistente capaz de ligar para um cabeleireiro e agendar um horário. Imagine quando um assistente desses for combinado a outras tecnologias criando a possibilidade de emular a sua voz, ligar para fornecedores, fazer cotações, escolher a melhor proposta, colocar o pedido no sistema de compras da empresa, fazer follow up da entrega, receber feedbacks, aprender se a compra foi boa e assim por diante.

Enquanto isso não ocorre, precisamos nos preparar para enfrentar os desafios causados pela adoção da tecnologia. Se antes, eram os operários do chão-de-fábrica que temiam ser substituídos por robôs, agora são profissionais com diplomas de pós-graduação que foram treinados para usar seus cérebros para analisar, categorizar, fazer conexões, perceber padrões, aprender processos, colocar dados em sistemas, interpretar relatórios e tomar decisões e aprender com o processo. Nada que um programa de inteligência artificial bem treinado não consiga fazer em uma fração do tempo de um profissional experiente.

Mas como encarar isso de forma madura e consciente?

O primeiro passo para enfrentar este desafio é reconhecer que o emprego da forma que conhecemos deixará de existir. Em seguida podemos agir de forma reativa ou responsiva. A história nos ensina que a reatividade não funcionou. De nada vai adiantar fazer uma revolução e queimar os robôs pois a tecnologia sempre vencerá. A solução responsiva está em criar estratégias para continuarmos sendo competitivos, ou melhor, criar trabalhos que sejam úteis para a sociedade e que não possam ser realizados por máquinas.

Também pensando de forma responsiva, devemos ver a tecnologia não como uma ameaça para sociedade mas como oportunidades para evoluirmos como humanidade. Pela primeira vez, podemos deixar de agir no mundo usando somente a nossa inteligência racional para integrarmos nossas múltiplas inteligências (emocional, interpessoal, intrapessoal, cinestésica, musical, espacial, etc.) e usá-las para criar soluções para os desafios da humanidade.

Segundo Ken Wilber, a tecnologia é a grande impulsionadora da consciência humana. Toda vez que passamos por um grande salto de tecnologia, a complexidade aumenta e a humanidade passa por um salto de consciência. Já passamos por 2 grandes saltos: a primeira quando o ser humano descobriu a agricultura e a segunda na Revolução Industrial. Estamos passando pelo terceiro grande salto que está levando a sociedade a um paradigma que integra o humano com a tecnologia (high-touch com high-tech) .

Neste novo paradigma, a única forma do ser humano ter seu lugar no mercado de trabalho é sendo humanos, utilizando a nossa capacidade única de imaginar, criar, cuidar, emocionar, estabelecer conexões verdadeiras, inspirar e engajar pessoas, colaborar, sentir empatia e agir com compaixão, utilizando a tecnologia como ferramenta para potencializar a nossa humanidade.

 

O emprego pode estar em extinção mas se você tem um coração e uma alma e colocá-los a serviço nunca ficará sem trabalho.

 

Se você quiser saber qual a probabilidade de um robô tomar o seu emprego, pesquise no site abaixo:

www.willrobotstakemyjob.com

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