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QUANDO A VIDA DIZ "SIM" 

Por Thianne Martins

A delicadeza e a sensibilidade são as grandes forças de agora!

Não é nem preciso dizer o quanto de desequilíbrio, tragédias, doença temos visto pelo mundo! Tudo isso tem aparecido muito mais… mais depressão, mais suicídios e outros crimes, mais angústia e destruição. Isso é fato e, como terapeuta e profissional de desenvolvimento humano, praticamente todos os dias converso com pessoas passando por algum tipo de desafio… e muitos deles grandes desafios!

Também não é preciso mais dizer que o mundo está em transição. O que há alguns anos era visto como discurso new age hoje é absolutamente óbvio! O que torna óbvio também que temos que tomar alguma iniciativa para mudar… mudar rápido e para melhor!

Mas hoje quero falar sobre aqueles momentos em que a vida nos diz um grande “SIM”!

Já passei por desafios na vida… alguns deles pra mim foram grandes, mas talvez não se comparem com os desafios de muita gente por aí! Mas doeram… alguns doeram bastante, como se algo dentro de mim morresse.

Mas foram justamente esses momentos que iluminaram aquilo que eu realmente tinha pra fazer no mundo. Afinal, o que dói em mim pode estar doendo em outras pessoas também.

O caminho de me reconhecer como uma pessoa de extrema sensibilidade teve seus percalços, pois aprendemos que a vida é dos fortões, dos que não choram, dos práticos, dos heróis. Nunca consegui ser assim não. E uma parte de mim não se acostumava de jeito nenhum com o olhar só pro resultado, com estabelecer relações utilitaristas como se isso fosse normal, simplesmente porque é algo socialmente aceito, que faz parte do business.

Trabalho pra mim sempre teve que ter algum significado. E como na minha jornada (clássica) de trabalhar em empresa, multinacional, virar executiva, etc., o significado talvez não viesse de vender mais ou fazer a melhor estratégia — o que dava sentido sempre foram as relações.

E isso sempre me fez feliz nas organizações em que trabalhei! De verdade, não posso reclamar!

Até que o caminho de trabalhar com pessoas ficou muito claro! Mas e a sensibilidade, onde entra nisso tudo?

Este era um lado que eu acreditava que fosse meio esquisito em mim… Mas começo a entender que talvez aí esteja minha maior força!

Nosso mundo não suporta mais agressividade, em nenhum nível. No nível humano, quantas pessoas sofrem por não se sentirem ouvidas, por não poderem expressar suas emoções em determinados ambientes — muitas vezes nem dentro de sua própria casa, por não terem a oportunidade de escutar o próprio corpo e simplesmente relaxar sem serem questionadas por isso, por se sentirem invadidas de forma recorrente.

Gente, vamos combinar? Já deu! Não tem mais espaço pra isso.

É hora de aprender a parar e escutar. Escutar o que é natural, escutar as inteligências que vão além da razão, dar atenção às sensações, às emoções, às intuições. Dar um espaço para a vulnerabilidade… Confiar no que há de mais humano em si e no outro. Chega de deixarmos nossa humanidade de lado, relegando-a ao lugar de trabalho voluntário.

Quando, na semana passada, estive com a equipe da cuidadoria palestrando em um evento direcionado a executivos de grandes empresas do Brasil e o público nos ouvia falar sobre confiança, escuta, compaixão, descentralização de poder, autonomia, autenticidade, sensibilidade, tive um grande SIM da vida!

 

Quando vi olhos brilhando e cabeças concordando, pessoas vindo até nós pra falar que o que dizemos faz sentido, que estão buscando formas de trabalhar assim, curiosas por saber como, foi tudo que eu precisava para ter certeza de que a delicadeza, a sensibilidade são as grandes forças de agora!

 

SIM! Agora é a época em que trabalho significará a melhor forma de alguém se expressar no mundo, que a gentileza substituirá a imposição de regras, que a escuta profunda será a base da comunicação, que o não-julgamento afirmará que cada ser é único e tem seu lugar. Não é mais preciso gritar, mas silenciar e ouvir.

 

Uma nova economia surge e ela se chama economia do cuidar!

 

Este é o SIM que recebi e agora percebo meu lugar no mundo. Os anos que venho aprendendo a lidar com a minha própria sensibilidade agora me dão a oportunidade de concretizar meu trabalho, de transformação a partir da delicadeza.

 

Quem vem comigo?

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