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O QUE APRENDI EM 3 ANOS DE CUIDADORIA 

Por Thianne Martins

Vou começar contando um detalhe que nem sempre é percebido por quem vê de fora, mas que faz toda a diferença para nós, da cuidadoria.

Quando escolhemos o nome, tomamos a decisão de que cuidadoria se escreveria com a primeira letra em minúscula. “c” minúsculo. Não foi à toa. Partimos do princípio de que tudo que fizéssemos como expressão no mundo estaria permeado por um resgate da essência, do que vai além do ego, do nome com letra maiúscula, que carrega ao mesmo tempo tanta autoridade e tanto peso.

Cuidar tem a ver com acolher e integrar, com um olhar para o ser humano e para as organizações, não como algo separado ou polarizado, com poder um sobre o outro, mas com uma perspectiva de que somos todos parte de um sistema vivo, que traz em si uma pulsão natural de evoluir.

cuidadoria com “c” minúsculo tem a ver com transcender o eu pequenininho — que precisa de caixa alta para se sentir grande — e crescer com a essência de quem somos como humanos.

Não sei não, mas sinto que esta escolha foi uma das mais profundas que fizemos. Queremos ser uma organização que transcende o ego. Não uma organização que não aceita o ego, que quer matá-lo, mas uma organização que percebe que a personalidade, de alguma forma, quer encontrar a sua essência… queremos integrar.

Hoje, parando e refletindo, essa decisão nos colocou sempre alertas para compreender quem somos de verdade, o que podemos oferecer com toda nossa competência e talento ao mundo.

Já pensamos em trabalhar somente com pessoas físicas, com cursos abertos, com mentorias, coaching, assessorias… Mas, em determinado ponto do caminho, percebemos que isso seria deixar de honrar nosso background, o lugar de onde viemos… este lugar é o mundo corporativo.

Transitamos bem por este mundo, com sua etiqueta e linguagem. E transitamos também pelo contato um a um, olho no olho. E compreendemos que quem constrói corporações somos nós, humanos. É gente que nem eu, que nem a turma da cuidadoria.

No momento em que tomamos a decisão de integrar, uma onda de potencial apareceu e também uma certa tranquilidade, um “aqui eu transito bem”, aqui tem pessoas que podem, precisam e desejam um trabalho como o nosso, um trabalho de desenvolvimento humano, de trazer o novo para o modelo de negócio, de um novo olhar sobre liderança e performance a partir da essência.

Nosso “c”zinho tem uma grande energia! É simples, mas diz muito!

E isso me emociona! É uma celebração interna… um brinde ao essencial!

Hoje o LinkedIn me lembrou que, há 3 anos atrás, a cuidadoria começava!

Para mim, esses 3 anos passaram muito rápido, com aprendizados em uma quantidade imensamente maior do que tive em todos os cursos, faculdade, empregos…

Empreender tem muito mais do que risco financeiro ou aprendizado na gestão de um negócio… É autoconhecimento na veia, lidar com a insegurança todos os dias, com as flutuações emocionais, desenvolver confiança — em si mesmo, nos outros, na vida!

Enquanto empreendo a cuidadoria, empreendo a mim mesma…Desenvolvo a musculatura para estar presente e alerta na arena da vida!

Hoje me sinto mais viva e mais livre para transitar por esta beleza que é ter nascido neste momento da história da humanidade!

Pensando bem, olha o valor que isso tem no mundo corporativo! Como cuidadoria, podemos transitar entre empresas e polinizar as melhores práticas… aprender aqui e ali, levar de um lugar para outro e agregar!

Pra gente, cuidar é integrar! Reinventamos organizações subindo nos ombros de todo o aprendizado existente… Reinventamos equipes e lideranças, ativando seu potencial de enxergar a essência e agir a partir dela.

Integrando criamos o futuro!

Muito obrigada a todos que estiveram, que estão e que ainda estarão conosco neste caminho! Que possamos gerar benefícios reais ao nosso mundão!

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