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O Valor do Cuidar

Por Thianne Martins

“Se o sucesso ou a falha deste planeta e da humanidade dependessem de como eu sou e do que eu faço… como eu seria? O que eu faria?” Buckminster Fuller

 

Todos os dias, aqui na cuidadoria, nos surpreendemos com a quantidade de pessoas que entram em contato conosco falando de como se inspiram em nosso trabalho, que gostariam de estar mais próximas, fazer parcerias, projetos em conjunto.

 

A maioria destes contatos não vem simplesmente de um espaço profissional, mas de uma dimensão de conexão humana.

 

Novamente, é importante destacar que realmente nos surpreendemos dia a dia… Somos uma organização pequena, com quatro sócios, alguns parceiros, uma rede de pessoas maravilhosas e diversas entre amigos, clientes, parceiros eventuais… e no mais, somos uma organização com todos os desafios de uma empresa normal e que busca se estruturar, crescer, praticar seu propósito e ganhar dinheiro.

 

Mas tem algo aí… que cola é essa que atrai tanta gente, que faz com que tantas mensagens calorosas cheguem até nós? Será que somos tão inovadores, estamos falando de algo tão disruptivo, algo tão diferente, estamos trazendo algo tão novo?

 

No sábado passado, tivemos a oportunidade de assistir a uma fala da futurista Lala Deheinzelin. A Lala também é uma das professoras que inspiraram o surgimento da cuidadoria e fazemos questão de ouvi-la sempre que temos oportunidade, pois ela sempre nos ajuda a encaixar novas pecinhas no quebra cabeça do trabalho que temos criado.

 

Lala nos trouxe o seguinte cenário, a respeito do que teremos que aprender a valorizar no século XXI.

 

Quando olhamos para o século XX, vemos que aprendemos a valorizar o trabalho, houve um grande movimento em torno da valorização dos operários, daqueles que ajudam a produzir ou aqueles que criam algo novo, trazendo conforto, tecnologia, alimentação, saúde, acesso aos serviços mais diversos. 

 

Vivemos uma era da capacidade humana de realizar. E enxergamos o valor de quem trabalha, institucionalizando, criando mecanismos de benefícios, entre outras coisas. Não estou dizendo aqui que todo operário é suficientemente valorizado, mas se compararmos aos modelos de trabalho anteriores, podemos dizer que houve grandes avanços.

 

Mas o século XXI chegou e com ele diversos desafios, decorrentes em grande parte de todo esse trabalho humano, que deu escala a quase tudo que se produz. E que, em algum momento, confundiu a si mesmo com as máquinas de alta performance que criou. Trabalhamos em excesso, produzimos em excesso, comemos em excesso, até conforto temos em excesso muitas vezes… passamos a enxergar a nós mesmos como máquinas, nos esgotamos, entramos em burnout… Assim como o mundo, este sistema natural do qual somos parte, que também em processo de burnout.

 

Ao mesmo tempo que tudo parece ter um alcance global, também parece que viramos um bando de solitários, cercados de informações por todos os lados, em busca de uma felicidade instantânea. E isso está nos levando a uma revisão de nossa humanidade.

 

Se no século XX aprendemos o valor do operário, no século XXI precisamos aprender o valor do cuidar.

 

É interessante, mas você já parou para pensar que muitos daqueles que cuidam são pouco valorizados? Enfermeiros, ambientalistas, educadores, cuidadores de idosos, de crianças, de animais, de jardins, entre muitos outros… 

 

Muitas vezes, quem cuida está nos bastidores, tornando possíveis os maiores confortos e alegrias a muitas outras pessoas, acreditando que tudo bem estar assim, que cuidar é algo que não tem exatamente um valor financeiro.

 

Aprendemos que cuidar é trabalho voluntário e confundimos atividades extremamente complexas e com necessidade de conhecimento, experiência, paciência e talento com atividades pelas quais não se pode ser remunerado.

 

Mas o mundo está gritando por cuidadores. Cuidadores de tudo: da política, da ciência, da ecologia, da educação, de pessoas, cidades, águas, animais, plantas… cuidadores de alimentos que nutram sem intoxicar, de ambientes que acolham, de redes que geram colaboração, inteligência coletiva e soluções para problemas complexos.

 

O século XXI é a era do cuidar! De um cuidar consciente, dedicado, com excelência e valorização! Agora é a hora e a vez daqueles que refletem e sabem do que cuidam… que colocam-se a serviço que o mundo precisa, de tornar exponencial o alcance das ações que beneficiam o mundo.

 

Quando sabemos do que cuidamos, tudo se encaixa. Aqui na cuidadoria, não cansamos de perguntar: você cuida de que?

 

Acreditamos que é por isso que muitos têm se aproximado… são os cuidadores do mundo, que reconhecem seu valor e de outros cuidadores, que estão criando a economia do cuidar.

 

Nós somos apenas uma parte de algo muito maior que está acontecendo, gostamos de acolher, de conversar, de desenvolver pessoas — esta é a nossa missão no cuidar… acreditamos que “quanto mais tech nos tornamos, mais touch precisamos ser”.

 

E você? Se quiser fazer parte deste movimento, que chamamos de economia do cuidar, siga conosco, vamos conversar, mande suas questões, participe dos nossos encontros, compartilhe sobre a sua iniciativa, empresa, trabalho e como sua atuação cuida do mundo!

 

Seguimos conectados!

“Se o sucesso ou a falha deste planeta e da humanidade dependessem de como eu sou e do que eu faço… como eu seria? O que eu faria?” Buckminster Fuller

Todos os dias, aqui na cuidadoria, nos surpreendemos com a quantidade de pessoas que entram em contato conosco falando de como se inspiram em nosso trabalho, que gostariam de estar mais próximas, fazer parcerias, projetos em conjunto.

A maioria destes contatos não vem simplesmente de um espaço profissional, mas de uma dimensão de conexão humana.

Novamente, é importante destacar que realmente nos surpreendemos dia a dia… Somos uma organização pequena, com quatro sócios, alguns parceiros, uma rede de pessoas maravilhosas e diversas entre amigos, clientes, parceiros eventuais… e no mais, somos uma organização com todos os desafios de uma empresa normal e que busca se estruturar, crescer, praticar seu propósito e ganhar dinheiro.

Mas tem algo aí… que cola é essa que atrai tanta gente, que faz com que tantas mensagens calorosas cheguem até nós? Será que somos tão inovadores, estamos falando de algo tão disruptivo, algo tão diferente, estamos trazendo algo tão novo?

No sábado passado, tivemos a oportunidade de assistir a uma fala da futurista Lala Deheinzelin. A Lala também é uma das professoras que inspiraram o surgimento da cuidadoria e fazemos questão de ouvi-la sempre que temos oportunidade, pois ela sempre nos ajuda a encaixar novas pecinhas no quebra cabeça do trabalho que temos criado.

Lala nos trouxe o seguinte cenário, a respeito do que teremos que aprender a valorizar no século XXI.

Quando olhamos para o século XX, vemos que aprendemos a valorizar o trabalho, houve um grande movimento em torno da valorização dos operários, daqueles que ajudam a produzir ou aqueles que criam algo novo, trazendo conforto, tecnologia, alimentação, saúde, acesso aos serviços mais diversos. 

Vivemos uma era da capacidade humana de realizar. E enxergamos o valor de quem trabalha, institucionalizando, criando mecanismos de benefícios, entre outras coisas. Não estou dizendo aqui que todo operário é suficientemente valorizado, mas se compararmos aos modelos de trabalho anteriores, podemos dizer que houve grandes avanços.

Mas o século XXI chegou e com ele diversos desafios, decorrentes em grande parte de todo esse trabalho humano, que deu escala a quase tudo que se produz. E que, em algum momento, confundiu a si mesmo com as máquinas de alta performance que criou. Trabalhamos em excesso, produzimos em excesso, comemos em excesso, até conforto temos em excesso muitas vezes… passamos a enxergar a nós mesmos como máquinas, nos esgotamos, entramos em burnout… Assim como o mundo, este sistema natural do qual somos parte, que também em processo de burnout.

Ao mesmo tempo que tudo parece ter um alcance global, também parece que viramos um bando de solitários, cercados de informações por todos os lados, em busca de uma felicidade instantânea. E isso está nos levando a uma revisão de nossa humanidade.

Se no século XX aprendemos o valor do operário, no século XXI precisamos aprender o valor do cuidar.

É interessante, mas você já parou para pensar que muitos daqueles que cuidam são pouco valorizados? Enfermeiros, ambientalistas, educadores, cuidadores de idosos, de crianças, de animais, de jardins, entre muitos outros… 

Muitas vezes, quem cuida está nos bastidores, tornando possíveis os maiores confortos e alegrias a muitas outras pessoas, acreditando que tudo bem estar assim, que cuidar é algo que não tem exatamente um valor financeiro.

Aprendemos que cuidar é trabalho voluntário e confundimos atividades extremamente complexas e com necessidade de conhecimento, experiência, paciência e talento com atividades pelas quais não se pode ser remunerado.

Mas o mundo está gritando por cuidadores. Cuidadores de tudo: da política, da ciência, da ecologia, da educação, de pessoas, cidades, águas, animais, plantas… cuidadores de alimentos que nutram sem intoxicar, de ambientes que acolham, de redes que geram colaboração, inteligência coletiva e soluções para problemas complexos.

O século XXI é a era do cuidar! De um cuidar consciente, dedicado, com excelência e valorização! Agora é a hora e a vez daqueles que refletem e sabem do que cuidam… que colocam-se a serviço que o mundo precisa, de tornar exponencial o alcance das ações que beneficiam o mundo.

Quando sabemos do que cuidamos, tudo se encaixa. Aqui na cuidadoria, não cansamos de perguntar: você cuida de que?

Acreditamos que é por isso que muitos têm se aproximado… são os cuidadores do mundo, que reconhecem seu valor e de outros cuidadores, que estão criando a economia do cuidar.

Nós somos apenas uma parte de algo muito maior que está acontecendo, gostamos de acolher, de conversar, de desenvolver pessoas — esta é a nossa missão no cuidar… acreditamos que “quanto mais tech nos tornamos, mais touch precisamos ser”.

E você? Se quiser fazer parte deste movimento, que chamamos de economia do cuidar, siga conosco, vamos conversar, mande suas questões, participe dos nossos encontros, compartilhe sobre a sua iniciativa, empresa, trabalho e como sua atuação cuida do mundo!

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