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Felicidade no Trabalho?! Sim, é possível!

Por Thianne Martins

A maioria de nós passa 50% (ou mais) do tempo acordados trabalhando! Olhando por este prisma, estar feliz no trabalho deveria ser prioridade, certo?! Mas, você já pensou sobre o que é ser feliz? E no trabalho? O que faz de uma organização um lugar de pessoas felizes?
 

Há quase 4 anos fiz uma transição de carreira e iniciei a cuidadoria. Nos meus quase 16 anos em corporações, posso dizer que sempre fiz o que gostava e que tive sorte de trabalhar com equipes e líderes que me trouxeram alegrias, amizades e muito aprendizado! Sim. Eu me considero sortuda no trabalho.

Mas, ainda assim, nunca entendi porque felicidade era algo tão desvinculado do trabalho… Por que o trabalho deveria ser, necessariamente, considerado algo sacrificante? A decisão por uma transição da área de marketing para a área de desenvolvimento humano veio muito pautada por essa motivação! E não me arrependo… A crença de que podemos ser pessoas mais felizes, termos melhores relações e trabalharmos realmente bem fica cada vez mais forte e evidente, tanto no dia a dia com meus sócios e parceiros na cuidadoria, como também com nossos clientes — em cursos e consultorias.

Por isso, quero trazer um pouco do que venho estudando sobre felicidade no trabalho, especialmente sobre PERK, uma sigla desenvolvida pelos pesquisadores Emiliana Simon-

Thomas e Dacher Keltner, e que explica de maneira simples e muito coerente, alguns pilares da felicidade no trabalho.

Para entendermos um pouco, talvez seja interessante falarmos primeiramente sobre o que não é felicidade… talvez alguns se decepcionem logo de cara: felicidade não tem a ver com prazer ou hedonismo, emoções positivas constantes, nem tem a ver com gratificações ou mesmo com a realização de desejos ou com poder esbanjar, não tem a ver com status e nem com “tudo dar certo”…

Aliás, na maioria das vezes que ligamos felicidade a algo dar certo ou permanecer bem, ficamos com medo da perda, o que já nos causa um sentimento de infelicidade e apego…

Para os estudiosos, a felicidade é definida de uma forma mais ampla: como uma experiência de alegria, contentamento ou bem-estar, combinados com um senso de que a vida é boa, significativa e vale a pena.

Isso sugere que a felicidade envolve mais que simplesmente sentir-se bem, mas viver com significado e propósito.

No contexto do trabalho, os pesquisadores Emiliana Simon-Thomas e Dacher Keltner, propõem que a felicidade envolve um senso de prazer e satisfação, um sentimento instrínseco de progredir a partir de uma consciência de que “o que eu faço no trabalho importa”.

E quando olhamos para evidências científicas sobre os fatores que contribuem ou dão suporte à felicidade no trabalho, Emiliana e Dacher trazem 4 pilares, resumidos na sigla 

PERK: Propósito, Engajamento, Resiliência e Bondade (Kindness).

Os pilares do PERK podem servir como modelo para que as organizações promovam ações que aumentem a felicidade no trabalho. Detalhando um pouco:

Propósito: significa saber que o seu trabalho importa pra você mesmo, para sua organização e para o mundo. Segundo o professor Morten Hansen, da Universidade da California e autor do livro “Great at Work”: “Você tem um senso de propósito quando você faz contribuições valiosas para outros ou para a sociedade, que você considera pessoalmente significativas e que não prejudiquem a ninguém.”

Engajamento: é um termo bastante comum nos ambientes de trabalho, mas que os pesquisadores definem de forma um pouco diferente — engajamento é considerado um estado mental positivo e de completude em relação ao trabalho. Em outras palavras, um colaborador engajado demonstra vigor, dedicação e absorção nas atividades de trabalho.

Engajamento é também tem a ver com a expressão genuína dos pensamentos, sentimentos e comportamentos de uma pessoa. Assim, um colaborador engajado leva a si mesmo por inteiro ao trabalho. Este é, inclusive, um dos grandes pilares do trabalho do pesquisador belga Frederic Laloux — Reinventando as Organizações. O pilar da integralidade, que tem a ver justamente com promover ambientes em que o ser humano possa se levar por inteiro e expressar sua autenticidade.

Resiliência: é a capacidade de “lidar de forma graciosa com a adversidade, encarar desafios e recuperar-se dos reveses e contratempos, ser responsável nas falhas e ter uma postura de resolução de conflitos.”

Ser resiliente não significa evitar ou não experimentar dificuldades. Significa estar apto a passar por esses momentos de uma maneira saudável e construtiva.

Bondade (kindness)bondade não significa somente ser bom com as outras pessoas, apesar de ser um bom começo, desde que a sua bondade seja genuína.

A bondade é algo maior, uma orientação da atitude individual e coletiva para formar conexões sociais fortes e solidárias no trabalho. Os cientistas chamam isso de atitude pró-social, que nos ajuda a interagir com as pessoas no trabalho a partir da confiança, inclusão e cooperação. E isso inclui a todos, de clientes ao presidente da empresa.

Para muitos gestores e líderes, a ideia da felicidade no trabalho bate diretamente na pergunta: “mas empresas felizes dão lucro?”.

Sim! E a resposta a esta pergunta é tão positiva que já existe até um fundo de investimentos direcionado apenas a empresas com boas classificações de ambiente de trabalho. A Parnassus Endeavor, liderada pelo cientista político Jerome Dodson, traz em sua apresentação: “as empresas do portfolio devem oferecer ambientes de trabalho excelentes e não devem estar envolvidas em extração, exploração, produção, manufatura ou refinaria de combustíveis fósseis. Esse foco no local de trabalho pode resultar em exposição significativa a empresas de tecnologia, muitas das quais são líderes na oferta de locais de trabalho positivos e inovadores.” Este fundo existe há mais de 10 anos, com grande superação em relação ao mercado.

No último dia 3 de janeiro, a Forbes Brasil publicou o ranking das 10 empresas mais felizes para trabalhar, que inclui algumas grandes corporações.

No entanto, não são só as multinacionais que estão fazendo muito quando o assunto é felicidade: no Brasil, empresas como a Pormade — fabricante de portas do interior do Paraná, Imetame Metalmecânica — do Espírito Santo e uma enorme quantidade de organizações de pequeno e médio portes com as quais temos tido contato.

Organizações que enxergam pessoas como pessoas e não como custos, parafraseando Claudio Zini — presidente e fundador da Pormade.

Afinal, qual é o ponto de trabalharmos para oferecer mais tecnologia, conveniência, qualidade de vida, etc aos nossos clientes, se o mesmo não existe dentro das organizações?

É claro que temos muito a conversar sobre isso, pois, em uma visão mais holística, um aprofundamento no PERK tem impactos que vão além das pessoas, por exemplo: será que uma organização que pratica o PERK desenvolveria produtos que não são saudáveis? E quanto à responsabilidade ambiental, como seria?

A felicidade que desejamos para nós mesmos no trabalho é a mesma felicidade que desejamos para a sociedade e para o mundo?!

Quer continuar esta conversa? Escreve pra cuidadoria?! Nossos e-mails estão no final do texto.

Além disso, a cuidadoria oferece a Formação de Líderes Evolutivos, um programa para desenvolver as habilidades os líderes das organizações do futuro, que utilizam modelos de gestão e formas de se organizar que energizam ambientes de confiança, em que as pessoas podem se levar por inteiro, com propósito evolutivo e equipes autogeridas! Quer saber mais? Dá uma olhada no www.cuidadoria.com/lideres-evolutivos.


Um grande abraço,

Thianne Martins

thianne@cuidadoria.com
 

E-mails dos sócios da cuidadoria: henrique@cuidadoria.com, patrizia@cuidadoria.com, elaine@cuidadoria.com

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